Enduro Brasil de Regularidade: dez horas de prova, dez horas de superação

publicado em: 23/03/2014

Quando o desafio é bom, a disputa fica ainda melhor. Quanto mais difícil é uma etapa de rali de regularidade, mais acentuada fica a gana dos competidores pela vitória. Começou neste sábado a Copa do Brasil de Regularidade

 

"Queríamos despertar os brios dos pilotos e navegadores. Quando propomos algo diferenciado, com um o tom de 'missão impossível', aí que eles se sentem ainda mais desafiados e todos querem mostrar que são capazes. Isso aumenta a competitividade (que naturalmente já é acirrada), estimulando ainda mais o certame", declarou o diretor geral da SC Racing, Edson João da Costa, organizador do 2º Enduro Brasil de Regularidade. Pela segunda vez, as cidades de Caçador e Calmon, SC, sediaram o evento.

Um roteiro de 300 quilômetros. Dez horas de duração. Um teste de resistência física, mecânica e, sobretudo, controle emocional. O horário de despertar? Às 4h... Começava aí, o Enduro Brasil de Regularidade. Às 5h a movimentação dos veículos no Parque Central Dr. José Rossi Adami já era grande. Homens e máquinas preparados para a largada, que ocorreu às 6h01. A primeira dupla a receber o sinal verde foi Vinicius Lustosa Polati e Marcos Fernando Evangelista, que também fizeram sua estreia em nova categoria, a Super Máster.

De acordo com os competidores, a chuva na tarde que antecedeu a disputa deu o tom da prova e a tornou ainda mais técnica. Com terreno extremamente escorregadio, o piloto precisou de braço e inteligência para conseguir cumprir as médias exigidas de velocidade. Os navegadores colocaram a cabeça para raciocinar rápido, porque em questão de segundos era preciso indicar o caminho correto e corrigir o hodometro porque o pneu girava em falso... E tudo isso ao mesmo tempo.

No neutro de almoço, os off-roaders já apresentavam sinais de cansaço, e daí então, o desafio vinha em dobro. "Nesta fase do rali, manter a concentração foi tarefa bem difícil, o lado emocional começa a ficar mais fragilizado. Vivemos um teste de superação para não perder o foco e manter a atenção minuto a minuto até a bandeirada final", disse o piloto, Edson Pereira Schebeski.

Os bons e valentes

Seria injusto dizer quem é mais ou menos valente, pois quem aceitou encarar essa empreitada já é um grande guerreiro. Porém, além dos obstáculos naturais, superar os adversários escreveu-se um capítulo a parte. Neste grid estavam as melhores duplas do Brasil, elevando o nível qualitativo do Enduro Brasil de Regularidade. São pilotos e navegadores que não fogem a "guerra" e, que quando comemorada uma vitória, ela é mais do que justa, mais do que suada.

E nesta segunda edição do Enduro, na Super Máster, os melhores foram Rone Branco (de Curitiba, PR) e Enedir Silva Júnior (Chapecó, SC). "Tivemos uma surpresa. O grid é muito acirrado e estávamos na dúvida se subiríamos no pódio. Deu tudo certo", disse Branco. "Agora é focar na Copa do Brasil. Começamos com o pé direito e vamos com tudo", completou Júnior. Eles empataram com Otávio a Allan Enz, mas no critério de desempate, levaram a melhor. Em terceiro lugar, ficaram Flávio Roberto Kath e Rafain Walendowsky (os vencedores de 2013).

Na Graduados, a longa viagem de José Carlos da Silva (de Cuiabá, MT) e Waldemberg Barros (de Goiânia, GO), valeu a pena. Eles soltaram o grito da vitória. "Foi muito emocionante, buscávamos esse pódio faz tempo. Estamos felizes e o nosso entrosamento fez a diferença. Essa vitória fortalece ainda mais o nosso objetivo de lutar pelo título da Copa do Brasil", salientou Silva. Na sequência vieram Eduardo Schvambach e Júlio César Maba Floriani, e Edson Pereira Schebeski e Alexandre William Dalssoto, em segundo e terceiro lugares, respectivamente.

Para fechar, na Júnior, os melhores foram Rafael Cabongue e Neto Andrade, de Itajaí, SC. "É gratificante essa vitória, temos treinado bastante, estamos bem comprometidos com o esporte e nosso entrosamento está cada vez melhor. A evolução tem sido natural, e agora, estamos colhendo os frutos dessa dedicação", comentou o navegador Andrade. "Estamos com a sensação de dever cumprido, viemos preparados e somos bem responsáveis. Não é apenas sorte", completou. Eles foram seguidos por Francklin Pscheidt e Fernando Santana Torquato na segunda posição, e Irineu Pedroso e Robson Schuinka, na terceira colocação.

O sorteio do carro zero quilômetro

O mais aguardado momento da noite foi o sorteio de um veículo popular entre os participantes do 2º Enduro Brasil Off-Road. A quantidade de cupons que cada dupla concorreu, correspondeu com a pontuação obtida na etapa. Depois de um pouco de suspense, enfim, o piloto Sérgio Ricci foi o contemplado. "Nossa, estou surpreso com esse prêmio. O evento é excelente e eu não estou acreditando. A sensação é maravilhosa. Fizemos nossa estreia no Enduro e isso me motiva", comemorou.

A próxima etapa da Copa do Brasil de Regularidade

A cidade de Ponta Grossa, PR, é o próximo destino desta caravana. Nos dias 23 e 24 de maio, serão disputados cerca de 250 quilômetros pelo Rally dos Campos Gerais. Preparem-se.


Classificação - 2º Enduro Brasil de Regularidade
1ª etapa da Copa do Brasil de Regularidade

Categoria Super Máster

1º Rone Branco e Enedir Silva Júnior, 77 pontos
2º Otavio Enz e Allan Enz, 77 pontos
3º Flávio Roberto Kath e Rafain Walendowsky, 73 pontos
4º Paulo Roberto Goes e Jhonatan Ardigo, 65 pontos
5º Leandro Pereira Moor e Claudio Roberto Flores, 64 pontos

Categoria Graduados
1º José Carlos da Silva e Waldemberg Barros, 74 pontos
2º Eduardo Schvambach e Júlio César Maba Floriani, 71 pontos
3º Edson Pereira Schebeski e Alexandre William Dalssoto, 68 pontos
4º André Pereira de Queiroz e Leandro Macedo Ferreira, 65 pontos
5º André Luiz Pinto e Eduardo Felipe Finta, 63 pontos

Categoria Júnior
1º Rafael Cabongue e Neto Andrade, 76 pontos
2º Francklin Pscheidt e Fernando Santana Torquato, 73 pontos
3º Irineu Pedroso e Robson Schuinka, 71 pontos
4º Lire Tesser e Caroline Tesser, 66 pontos
5º Marcos Gustavo Francio e Bruno Rozalen Tesser, 64 pontos

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